domingo, 2 de dezembro de 2012

O começo do Adeus resenha by Tamires




Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus. SKOOB



Quando peguei este livro para ler estava com “um certo” receio,  pois a sinopse não chamava muito minha atenção e achei a capa muito apagadinha sem nada atrativo e realmente eu estava certa, a história  não tem  o que é necessário para prender o leitor.

Aaron tem uma deficiência tanto na perna como no braço e por isso passou a vida toda se sentindo inferior aos outros; sua própria família sempre o tratou como um invalido e geralmente exageravam nos cuidados especiais. Já adulto, conheceu  Dorothy, uma médica um pouco mais velha do que ele e que nunca o tratou como inválido, o que fez com que ele se apaixonasse por ela e pela expectativa de viver uma vida “normal”, embora seja possível perceber que Dorothy era uma pessoa  “fria”  que não demonstrava seus sentimento .

Quando Dorothy morreu, vemos como o  mundo de Aaron desmorona e ele acaba indo morar com a Irma  (que é uma chata e sempre o tratou como se fosse de vidro). Com o passar do tempo, e a saudade aumentando cada vez mais, ele começa a ver o espírito e, com isso, ele começa a relembrar certos acontecimentos. É ai que a história vai melhorando, pois finalmente ele vai percebendo que o seu casamento não passava de uma ilusão que ele se apegou para aguentar a dor.

Quando li a sinopse e vi que ele falava de espíritos, imaginei que o livro tinha um “que“ de sobrenatural, mas me enganei completamente,  pois nem pra romance ele serve (eu diria que ele esta mais para auto-ajuda). O que salvou o livro de ser um desastre total foi o seu fim, pois finalmente Aaron parou de se lamentar pelos cantos, passou a enxergar  vários aspectos de sua vida como eles realmente são e não como ele desejava que fossem (quando ele passou a enxergar o seu casamento como ele realmente era), foi maravilhoso. Outro ponto a favor do livro foi que ele não só passou a enxergar a vida como ela realmente era, mas como também conseguiu reunir força para seguir adiante. 






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