domingo, 29 de abril de 2012

Resenha de O Código Da Vinci

editora Novo Conceito está lançando um novo livro policial: O Espião. Lendo este novo livro, me lembrei de outra obra: O Código Da Vinci.



Sinopse:
Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière deixa uma mensagem cifrada que apenas a criptógrafa Sophie Neveu e Robert Langdon, um simbologista, podem desvendar. Eles viram suspeitos e detetives enquanto tentam decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal. Mesclando os ingredientes de um envolvente suspense com informações sobre obras de arte, documentos e rituais secretos, Dan Brown consagrou-se como um dos autores mais brilhantes da atualidade. Skoob 

Este livro se popularizou, não por ser realmente uma obra de alto valor literário, mas por unir uma narrativa agradável em uma estória de suspense com um tema polêmico. Apesar de ser o segundo de uma série (ao qual fazem parte “Anjos e Demônios”, o primeiro, e “O Símbolo Perdido”, o terceiro), dispensa a necessidade de ter lido o livro anterior: Não só Robert Langdon, o personagem principal da série, é descrito para o leitor que o desconhece como todas as referências ao livro anterior são sucintamente explicadas, permitindo que mesmo um leitor mais curioso aproveite esta estória antes de ler o anterior.

Toda a estória se passa, praticamente, ao longo de uma noite. O livro inicia com assassinato de Jacques Saunière, o curador do Louvre, por um misterioso “albino”, porém, antes de morrer, Jacques usa seu próprio sangue para escrever uma mensagem. Ainda nesta noite, Robert Langdon, “simbologista” que se encontrava em Paris como palestrante, é procurado por inspetores da polícia. O corpo do curador foi encontrado nu, estendido com os membros abertos, em um circulo do próprio sangue, segurando uma caneta, acompanhado de uma sequência de números. Robert rapidamente identifica a posição do falecido como uma representação do “Homem Vitruviano” e os números como a sequência de Fibonarti. Contudo, Langdon desconhece o real motivo de ter sido chamado: ele é o único suspeito. Além de Langdon ter agendado uma reunião com Saunière para o dia seguinte, o nome do simbologista constava junto aos números e foi removido para que o inspetor “joga-se um verde” e descobrisse os motivos do suspeito. Porém, antes de ser formalmente acusado, conhece Sophie Neveu, criptógrafa da polícia e sobrinha do curador, que o auxilia na fuga. Ela percebera que a mensagem do tio era destinada a ela e a Robert e decide seguir as “indicações” deixadas: a posição do falecido, a caneta e a sequência numérica. Elas direcionam a dupla para outro item, que contém uma nova pista que os guia para uma busca ao segredo por trás do “Priorado de Cião”, tentando se antecipar ao assassino.

Silas, o assassino de Saunière, é um personagem transtornado. Com um passado de violência e sofrimento, havia ingressado no Opus Dei, pelas mãos do bispo Manuel Aringarosa, em busca de paz. Entretanto, ele foi convencido, pelo próprio Aringarosa, à retornar à violência, acreditando na idéia de que era o necessário para a sobrevivência da instituição. O conflito de agir em oposição aos próprios valores e consciência, o leva ao autoflagelo, como forma de penitência pelo “pecado premeditado”. Mas Silas, nessa noite sombria, não segue as ordens do bispo, mas de um personagem obscuro que convenceu o bispo de tal empreitada. O próprio Aringarosa não é mais que um joguete, aceitando a proposta do desconhecido de que a “missão” de Silas (a busca de algo desconhecido para o bispo) ajudará a reputação do Opus Dei perante o Vaticano e seu recém empossado Papa.

O livro é intercalado em grande parte por capítulos referentes aos Silas e Aringarosa, e referentes à Langdon. Como estes capítulos são curtos e finalizados “em aberto”, estimulam o leitor a continuar a leitura para descobrir o que aconteceu. Eventualmente as narrativas se convergem, mas não muito longe da resolução desta frenética investigação.

Mas esta narrativa dinâmica não foi a principal responsável pelo sucesso do livro, mas sim a polêmica busca envolvendo o referido Priorado de Cião, o Santo Graal e, principalmente, a “vida conjugal” de Jesus Cristo. Independente da crença pessoal do leitor, lembro que “o papel aceita tudo”, e este livro, independente das fontes em que se baseou, é uma obra de ficção. As polêmica deste livro não se resumiu a vida não documentada de Jesus, mas ao fato de que este assunto já havia sido tratado em vários outros livros, de ficção e não-ficção, que sequer foram mencionados por Dan Brown. O conceito de escrever um livro popular a partir do trabalho de outros escritores de menor destaque, não é restrito a Brown (muitos “Best-Sellers” gozam das mesmas acusações), mas ajuda, e muito, na publicidade. Se não fosse por “O Código Da Vinci”, dificilmente as obras anteriores deste escritor (pelo menos as sem Robert Langdon) seriam publicadas no Brasil.


O Filme


Apesar do livro ter sido narrado como um filme, o que facilitaria a adaptação para o cinema, o filme deixou a desejar. Vários critérios influenciaram para estragar a estória: a plena consciência do bispo Manuel Aringarosa sobre a missão de Silas, os membros do Vaticano estarem cientes de tal empreitada, a mudança do objetivo por traz da busca do Graal e, principalmente, o fato do “personagem obscuro” por traz de Silas e do bispo ser revelado, desnecessariamente, muito antes do que foi no livro.

É inegável que foi escalado um elenco de peso, contando com Tom Hanks (de “Larry Crowne” e “Anjos e Demônios”), como Robert Langdon; Audrey Tautou (de “Uma Doce Mentira” e “Coco Antes de Chanel”), como Sophie Neveu; Jean Reno (de “22 Balas” e “Assalto ao Carro Blindado”),como inspetor Bezu Fache; Ian McKellen (de “O Senhor dos Anéis” e “X-Men”), como Sir Leigh Teabing; Alfred Molina (de “O Aprendiz de Feiticeiro” e da série “Law & Order: Los Angeles”), como Bispo Aringarosa; Paul Bettany (de “Padre” e “O Turista”), como Silas. Mas o diretor Ron Howard (de “Frost/Nixon” e “Uma Mente Brilhante”) não foi capaz de manter, neste filme, o mesmo nível de suspense encontrado no livro. Entretanto, Roward trabalhou muito bem em “Anjos e Demônios”, filme sequência baseado no livro que antecede “O Código Da Vinci”.



O Autor


Dan Brown (nascido na cidade de Exeter, em 22 de junho de 1964) é um escritor norte-americano. Seu primeiro livro, “Fortaleza Digital”, foi publicado em 1998 nos Estados Unidos. A este seguiram-se “Ponto de Impacto” e “Anjos e Demônios”, a primeira aventura protagonizada pelo simbologista de Harvard Robert Langdon. Seu maior sucesso foi o polêmico best-seller “O Código da Vinci”, mas seus outros três livros também tiveram uma grande tiragem. Entre seus grandes feitos, está o de conseguir colocar seus quatro primeiros livros simultaneamente na lista de mais vendidos do The New York Times. Wikipédia

P. M. Zancan

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