domingo, 31 de março de 2013

Resenha de É melhor não saber por Tamires




Sinopse - É melhor não saber - Chevy Stevens
Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada.
Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer.
Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.
Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.
É melhor não saber é um complexo retrato de uma mulher tentando entender suas origens. Uma história cheia de reviravoltas, na qual ninguém é completamente bom ou mau.



Esse foi o 1º livro que li dessa autora, e realmente ela é muito talentosa. Eu fiquei tão nervosa em algumas partes e, literalmente, me peguei segurando a respiração em alguns parágrafos (fazia muito tempo que eu não pegava um livro que me deixasse nesse estado de nervos).

Nossa protagonista se chama Sara; ela é uma mulher adulta, tem uma linda filha que se chama Ally e esta noiva de Evan. Sara sempre soube que foi adotada quando era um bebê e, como todos adotados (imagino eu), possuem um grande desejo de descobrir quem é sua verdadeira família. Em função disso e de alguns pequenos problemas que teve, ela conta com a ajuda da sua terapeuta Nadine. Uma coisa que chama nossa atenção desde a primeira página é que o livro não é contado em capítulos e sim em sessões de Sara com Nadine (muito original nunca tinha visto algo assim). Depois de algum tempo, ela finalmente descobre quem é sua mãe e ai vai juntando os pedaços até que descobre quem é seu pai, e é aí que a coisa pega fogo: ela é filha de um assassino conhecido mundialmente e quando essa noticia é divulgada pela mídia, o próprio “papai” entra em contato querendo conhecer a sua “filhinha”.

A trama se desenvolve e tem todo aquele suspense, emoção e terror que sempre estão presentes nos livros de suspense (isso quando o livro realmente é bom), mas o que realmente me chamou a atenção foi a história do assassino: estamos acostumados a ver na TV ou ler sobre assassinatos brutais que ocorrem todos os dias e, como qualquer outra pessoa, ficamos indignadas com isso e queremos que o culpado seja preso, mas nós (pelo menos eu) nunca parei para pensar no assassino como uma pessoa que tem sentimentos. John (o papai assassino) é um claro exemplo disso, na maioria das vezes ele é uma pessoa comum com problemas e sentimentos confusos. Quando ele descobriu que tinha uma filha, procurou conhecê-la, conversar e até mesmo recuperar um pouco do tempo perdido e, em vários momentos, ele foi mais “pai” do que o outro cara que a adotou. Ele é uma figura interessante, faz piadas sem graça, mas que são tão bem colocadas no livro que acabam por quebrar a tensão da história, mas ele também tem o lado escuro (e esse da muito medo). Ele nunca planejou ter uma família e muito menos uma filha (até porque ele mata principalmente mulheres), mas desde que ele descobriu sobre Sara, realmente quis tentar construir uma relação com ela. É como se ele visse nela a sua chance de redenção, pois apesar de todos os problemas ele realmente queria protegê-la.

Esse livro nos faz acreditar que ninguém é totalmente mal, ou totalmente bom, e que dentro de nós existem os dois lados. O final do livro é surpreendente mesmo, pois nunca ia imaginar que aquilo poderia acontecer... Digamos que a “bomba” que esteve presente em todo o livro literalmente explodiu quando o imaginável aconteceu (neste exato momento o meu lado malvado esta assumindo o controle, só para deixar vocês curiosos). Enfim, recomendo o livro a todos que curtem esse tipo de literatura, pois eu vou ficar com os meus romances, já que o meu pobre coração não esta acostumado a viver este tipo de emoção.

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