sábado, 8 de março de 2014

Resenha de O DOM por Susana Weiss


Os irmãos Allgood nunca desistem de lutar contra os poderes autoritários e desumanos d’O Único Que É O Único, mas, agora, eles estão sem Margô — a jovem e atrevida revolucionária; sem Célia — o grande amor de Whit; e sem seus pais — que provavelmente estão mortos... Então, em uma tentativa de esquecer suas tristes lembranças e, ao mesmo tempo, continuar seu trabalho revolucionário, os irmãos vão parar em um concerto de rock organizado pela Resistência onde os caminhos de Wisty e de um jovem roqueiro vão se cruzar. Afinal, Wisty poderá encontrar algo que lhe ofereça alguma alegria em meio a tanta aflição, quem sabe o seu verdadeiro amor... Mas, quando se trata destes irmãos, nada costuma ser muito simples e tudo pode sofrer uma reviravolta grave, do tipo que pode comprometer suas vidas. Enquanto passam por perdas e ganhos, O Único Que É O Único continua fazendo uso de todos os seus poderes, inclusive do poder do gelo e da neve, para conquistar o dom de Wisty... Ou para, finalmente, matá-la. SKOOB


"...Em nome do Único Que É O Único!-ele berra. A multidão Vai à loucura com essa palhaçada. - Em reparação a todos que se perderam para todo o sempre viajando na imaginação! Pedidos no desejo obsceno de sonhar... e no desejo do conhecimento pelo conhecimento!... Queima! Queima! Queima!" Pág. 221

A Nova Ordem segue em sua loucura de "purificar" o mundo de tudo que é magia e imaginação. Nesse segundo volume da fuga de Wisty e Whit Allgood teremos muito mais ação, emoção, parceiros novos desconhecidos, traições de conhecidos,  inimigos conhecidos e muita emoção.

Relembrando que essa é a segunda parte da saga de Bruxos e Bruxas onde conhecemos os irmãos que são perseguidos pela NO por serem bruxos, mas eles não sabem que o são. Vão para a Terra Livre, conhecem outros como eles e resistem a tudo juntos.

Agora eles seguem em fuga, com um diferencial de serem celebridades, pois representam a esperança e deles vem algo que é crucial:  O Único Que Tem O Dom 

Esse fato faz O Único Que É O Único intensificar a caçada a eles e a crueldade dos metodos aplicados, com isso simpatizantes da causa os ajudam, traidores se revelam e proporciona a eles vivenciarem muitas aventuras. Os irmãos estão em busca dos pais presos pela NO, resistindo a loucura que é a prisão e a tortura de crianças de todas as idades e ainda tentando desvendar os motivos de tanta loucura.

O que eu achei desse livro? 

Bárbaro, temos um novo co autor que tornou o livro mais dinâmico que o primeiro, então eu coloco isso como uma influencia do Ned Rust muito mais do que de James Patterson. As personagens estão crescendo e desenvolvendo-se não apenas como cidadãos, mas como seres humanos. Estão em fase de descobrir do que são capazes e dominar isso e esses conflitos interiores são muito bem explorados pela dupla de autores.

A narrativa segue em primeira pessoa com cada capitulo narrado por um dos irmãos, onde os autores transmitem ação, emoção e o amor que um irmão sente pelo outro, a vontade de um proteger o outro é explicita em todo o livro. Se você leu Bruxos e Bruxas vai estranhar a mudança drástica de narrativa do primeiro para o segundo, mas depois de uns 10 capítulos, o que é bem pouco porque os capítulos tem 2 ou 3 páginas  não apenas nos acostumamos como ainda preferimos esse ritmo mais ágil e cheio de ação.

Recomendo, se você leu o primeiro, dar uma chance ao segundo livro e se você não leu Bruxos e Bruxas, não perca tempo essa é uma saga que promete MUITAS emoções.

Beijos

Susana

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