sábado, 16 de junho de 2012

Resenha de O Diário Serial



Sinopse:
Verão no litoral catarinense. Uma época de sol, calor e muitas festas. 
Mas esta rotina paradisíaca mudará quando uma série de assassinatos assolar a cidade, em eventos nunca antes presenciados. 
Um serial killer está solto, escrevendo em seu diário seus mais profundos e aterrorizantes sentimentos, descrevendo como se sente quando mata e como pretende continuar com seu plano. 
A única esperança da cidade é uma dupla de jovens policiais, que caçarão o assassino nos mais diversos cantos da Ilha da Magia. 
Um thriller bombástico do início ao fim, que colocará o primeiro serial killer em terras florianopolitanas. Editora Dracaena

Este é, de fato, uma das melhores estórias policiais que li em muito tempo. A trama se desenrola de forma tensa, ao longo de poucos dias, em uma “corrida” entre um assassino em série e uma dupla de investigadores. Quem terminaria seu trabalho primeiro? A polícia, investigando o assassino, ou este, em sua seleta lista de alvos?

“O Diário Serial” me lembrou, em certos aspectos, a “Viva para Contar”. Em ambos, uma equipe de detetives investigava vítimas (sem conexão aparente) brutalmente mortas diariamente (um incidente por dia) por um misterioso assassino. As semelhanças terminam aí. Enquanto a detetive Warren (de Viva para Contar) usa seus instinto e experiência para tentar relacionar os homicídios, o detetive Barros persegue um assassino habilidoso que desafia a polícia não só torturando e matando como “assinando” seus alvos.

O livro é dividido em seções, uma para cada vítima. Cada seção inicia com uma nota do assassino em seu diário, relatando seus últimos atos e indicando o que faria no respectivo dia. Apesar de ele relatar seus atos e pensamentos sobre sua “missão”, pouco é dito sobre quem ele é, aumentando o suspense. A narrativa que se segue é dividida entre os detetives, investigando os assassinatos; o serial killer, cometendo os assassinatos; e testemunhas, encontrando as referidas cenas.

A estória se passa em Florianópolis, no início do verão. Sendo uma ilha cercada de belas praias e em época de afortunados turistas, um assassino em série é algo indesejado, principalmente se for divulgado. A missão da dupla de detetives é não só a de encontrar o (ou “algum”) culpado como a de fazê-lo rápido e discretamente, evitando grandes danos ao turismo da bela cidade.

Sendo um livro nacional, “O Diário Serial” dispensou o risco de passar por um tradutor mais pudico, que “pasteurizaria” as exclamações e xingamentos. Cada palavra de “baixo calão”, gíria e estrangeirismo foram utilizados de forma apropriada para compor mais claramente os personagens, em suas personalidades e emoções. Um leitor acostumado com livros traduzidos pode, no início, estranhar alguns dos termos usados (como por Rodrigo Barros ao se deparar com o primeiro homicídio), mas se identificará com a humanidade dos indivíduos citados.

Na medida em que a estória avança, descobre-se mais sobre a conexão entre as vítimas e da motivação do assassino. Detalhes citados no início, e que parecem ter sido esquecidos pelo autor no desenrolar da estória, acabam sendo retomados posteriormente, no momento preciso para manter o suspense. Ao longo dessa investigação, fica a dúvida de quem sairá vitorioso: os investigadores ou o investigado?


Autor


Igor Silva de Castro nasceu no Rio de Janeiro em 1984, e ainda muito jovem foi para o Sul com sua família. Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina, tem o hobby de escrever desde criança. Mora atualmente na cidade paranaense de Ponta Grossa. Apaixonado por Florianópolis, sua residência por mais de sete anos, baseia suas obras nesta cidade. Inspirado por Stephen King e Dan Brown, este é seu primeiro romance. SKOOB


Igor Castro estará na Livraria Catarinense autografando “O Diário Serial” nos dias 21 e 22 deste mês (respectivamente no Shopping Neumarkt de Blumenau e no Shopping Beiramar de Florianópolis). Este livro pode ser comprado também no site da Editora Dracaena.


P. M. Zancan

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