quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Resenha de A menina que semeava por Tamires


Chris Astor é um homem de seus quarenta e poucos anos que está passando pelo mais difícil trecho de sua vida. Ele tem uma filha, Becky, de 14 anos, que já passou imensas dificuldades até chegar a se tornar uma moça vibrante e alegre, mas que parece que terá que enfrentar mais um grande problema em sua vida. Quando Becky era pequena e teve câncer, Chris e ela inventaram um conto de fadas, uma fantasia infantil que adquiriu vida e tornou-se um terrível, provavelmente fatal, problema. Agora, Chris, Becky e Miea (a jovem rainha da fantasia criada por pai e filha) terão que desvendar um segredo: o segredo de por que seus mundos de fantasia e realidade se juntaram neste momento. O segredo para o propósito disso tudo. O segredo para o futuro. É um segredo que, se descoberto, irá redefinir a mente de todos eles.A menina que semeava é um romance de esforço e esperança, invenção e redescoberta. Ele pode muito bem levá-lo a algum lugar que você nunca imaginou que existisse. Uma fantasia que trabalha assuntos densos como a separação dos pais, oncologia infantil, separação de filha e pai, adolescência. A menina que semeava não é um livro sobre adolescentes comuns. É sobre uma que se deparou prematuramente com a ameaça do fim e teve de tentar aprender a lidar com ele. SKOOB


Pela sinopse, eu suspeitei que fosse uma leitura triste e complicada, mas não imaginava que este livro pudesse ter tanto sofrimento. O inicio já é meio confuso, pois, como diz a minha avó, “já pegamos o bonde andando”. No inicio já conhecemos a historia de Chris Astor, um botânico bem-sucedido, e sua filha Becky, que aos 5 anos foi diagnosticada com câncer. Para tentar amenizar o sofrimento da filha, Chis criou um mundo só para ela, onde ela poderia se refugiar quando as coisas ficassem muito complicadas; esse mundo se chamava Tamarisk: um lugar mágico repleto de  seres misteriosos e plantas magníficas (o mundo perfeito para a fantasia de uma criança). Mas, com o passar dos anos, as coisas mudam: Becky foi crescendo e agora já é uma adolescente com 14 anos e o câncer voltou, então mais uma vez ela recore ao seu mundo particular.

Polly, a mãe da Becky, nunca acreditou nesse mundo de fantasias, pelo contrario, ela era uma pessoa realista e sem imaginação, pois não entendia o que esse novo mundo significava para sua filha e para seu marido, inclusive varias vezes ela disse que eles deviam procurar ajuda psicológica. Agora, aos 14 anos, seus pais estão divorciados e com o passar do tempo percebemos que aquela ligação que unia Becky e Chis não existe mais e, para enfrentar essa situação, ela sabe que vai precisar desse apoio e que de algum jeito vai ter que recupera-lo.

Esse livro não é pra qualquer um, não pelo fato de vermos uma criança doente, o que por si já gera uma situação de fortes emoções, mas pelo fato de se tratar de um livro que nos faz ver e compreender as “relações familiares”: até que ponto chega o amor de um pai, até onde o ser humano esta disposto a ir para alcançar seus sonhos?

Também percebemos o quanto necessitamos do apoio daqueles a quem amamos para podermos superar os momentos críticos. Uma pessoa sozinha não é ninguém, uma pessoa que tem o apoio incondicional da família é uma pessoa rica, pois não existe nada mais precioso do que esse sentimento. Não importa se você vive 14 ou 100 anos, o que importa é o que você viveu e aprendeu no decorrer deste tempo; uma pessoa tão jovem pode ser infinitamente mais sabia e “vivida” do que outra que não fez nada ao longo do seu caminho. Quando terminei esse livro, fiquei pensando e pensando na minha vida; sabe aquele livro que te faz pensar e refletir sobre o que vivemos e aprendemos e, mais ainda, sobre as oportunidades que desperdiçados apenas por capricho?  Por achar que podemos viver e fazer outro dia, pois é o que o livro “A menina que semeava” nos faz pensar e refletir sobre essas coisas.


"Eles precisavam superar a dor. Precisavam superar o sofrimento. Precisavam abraçar a essência. Somente eles poderiam decidir a sina de um mundo de possibilidades." Pag. 140

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