quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ariano Suassuna - 1927 - 2014


Mais uma perda neste ano que nos deixa muito tristes, é a do dramaturgo Ariano Suassuna aos 87 anos, um autor muito original e que valorizava muito a cultura nacional, a defendia intensamente e em sua vida foi humanista e pensava no Brasil como um todo, gostava de estar entre as pessoas, com o povo.

Ariano Vilar Suassuna nascido em João Pessoa - PB, 16 de junho de 1927 foi um dramaturgo, romancista, ensaísta, compositor, artista plástico e poeta brasileiro.
Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.

Foi Secretário de Cultura de Pernambuco entre 1994 e 1998, e Secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos até abril de 2014.
Filho do então governador da Paraíba João Suassuna, nasceu num palácio, mas quando seu pai foi assassinado durante a Revolução de 30, quando tinha 3 anos, se mudou para Taperoá iniciando seus estudos, em 1942 se mudou para Recife e se formou em Direito.



A sua obra mais famosa foi O Auto da Compadecida, conquistou vários prêmios, traduzida em 9 idiomas, adaptada com enorme sucesso para o cinema, televisão e virará HQ pelas mãos do premiado ilustrador Jô Oliveira, até então Ariano não permitia pois achava isso coisa de americano, faleceu sem vê-la pronta o que o ilustrador lamenta.
Em 1957 se casou com Zélia, e revelou que teve sorte pois casou-se com o grande amor de sua vida, tiveram 6 filhos, ocupava a cadeira de número 32 da Academia Brasileira de Letras. 

Obras do escritor

Uma mulher vestida de Sol, (1947);
Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
Os homens de barro, (1949);
Auto de João da Cruz, (1950);
Torturas de um coração, (1951);
O arco desolado, (1952);
O castigo da soberba, (1953);
O Rico Avarento, (1954);
Auto da Compadecida, (1955);
O casamento suspeitoso, (1957);
O santo e a porca, (1957);
O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
A pena e a lei, (1959);
Farsa da boa preguiça, (1960);
A Caseira e a Catarina, (1962);
As conchambranças de Quaderna, (1987);
Fernando e Isaura, (1956)"inédito até 1994".

Romances

A História de amor de Fernando e Isaura, (1956);
O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
História d'O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976)
Poesias
O pasto incendiado, (1945-1970);
Ode, (1955);
Sonetos com mote alheio, (1980);
Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
Poemas (antologia), (1999).

Foi homenageado três vezes em Escolas de Samba no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Em suas entrevistas, sempre era muito doce e falante, acompanhei várias e admirava sua simpatia e paixão pelo povo brasileiro e sua cultura. Até a semana passada trabalhou ativamente em suas aulas espetáculo e ainda marcava mais, nunca parava e tinha muitos planos, dizia que era "imorrível". Mais um pra nos deixar seu legado e muitas saudades!


Fontes: Wikipédia e GloboNews

Até a próxima,

Fernanda



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