segunda-feira, 12 de março de 2012

Resenha de O Guia do Mochileiro das Galáxias


Primeiro volume da série “O Mochileiro das Galáxias”


Sinopse:
Arthur Dent tem sua casa e seu planeta (sim, a Terra) destruídos em um mesmo dia, e parte pela galáxia com seu amigo Ford, que acaba de revelar que na verdade nasceu em um pequeno planeta perto de Betelgeuse.

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, este livro vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect. A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do Mochileiro das Galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário. Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar. Skoob

Este é um daqueles livros envolventes em que insita o leitor a acompanhar o desenrolar da estória ignorando tudo mais ao redor. É um belo exemplar do humor “nonsense” britânico, como o do “Monty Python.

O livro inicia com um breve prólogo que ajuda o leitor a se orientar com relação à estória, como “do que se trata esta estória”. Logo a seguir, no primeiro capítulo, a estória inicia com o personagem central, Arthur Dent, acordando. O nível de semi-consciência dele ao se levantar é refletido em sua reação ao ambiente e como ele tenta compreende-lo. Para a infelicidade imediata do protagonista, percebe que seu lar será destruído; e, para sua infelicidade profunda, descobre que o “seu lar” a ser destruído não se restringe à sua casa.

Felizmente Arthur descobre, entre tantas más notícias, que seu amigo Ford Prefect não é um ator desempregado, mas um pesquisador de campo para o “Guia do Mochileiro das Galáxias”, livro que substituiu a Enciclopédia Galática como repositório padrão de todo o conhecimento devido a, entre outros motivos mais importantes, trazer impressa na capa, em letras garrafais a amigáveis, a frase “Não entre em pânico”. Desta forma, Arthur, vestindo seu roupão e munido de uma toalha, se junta à Ford e pegam uma carona para fora deste planeta condenado.

Nesta fuga, Arthur se depara com os burocráticos e mal-humorados Vogons, responsáveis pela destruição da Terra, e com uma amostra desse universo inimaginável, que se encontrava além dos limites se seu recém-extinto mundo, até ser apanhado pela nave Coração de Ouro. Nesta nave, Arthur e Ford encontram Zaphod Beeblebrox (semi-primo de Ford, presidente da Galáxia e foragido) e Trillian (astrofísica terráquea outrora conhecida como Tricia McMillian), que Arthur conhecera anos antes em uma festa à fantasia, além do depressivo andróide Marvin. Esta exótica tripulação ruma então à Magrathea, onde encontram Slartibartfast, um engenheiro planetário que revelará a resposta para “a vida, o universo e tudo mais”.

A estória não é narrada de forma contínua, mas intercalada com explicações do narrador e notas do Guia sobre o universo e os personagens deste livro. Estes “apêndices” reforçam o humor nonsense do livro, desviando a narrativa original para um assunto secundário para, depois de um ou mais “instrutivos” parágrafos, voltar à narrativa original como se nunca tivesse saído dela. Nesta narrativa, por sinal, a estória, devido à características mencionadas acima, é significativamente imprevisível.

De fato, é um livro indispensável para aqueles que gostam de humor, ficção científica ou ambos. Aos fãs de Star Trek, pode interessar que em “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (publicado pela primeira vez em 1979) é citada repetidamente, por um guarda Vogon, a frase “Toda resistência é inútil”, que se tornou “slogan” dos Borgs.


A Série

Em 1981 foi realizada uma série de TV em 6 episódeos, produzida e exibida pela BBC, baseada tanto na série de rádio como nos livros de Douglas Adams (apenas dois haviam sido editados até então). Apesar das limitações, a produção foi muito fiel à obra de Adams.



O Filme


Em 2005 foi lançado um filme baseado no primeiro livro, que teve Douglas Adams como uma espécie de "produtor honorário", pois ele ajudou no filme, mas morreu antes de sua conclusão. Apesar de não ser uma transcrição do primeiro livro, é extremamente fiel à série, sendo um dos melhores filmes de Humor e Sci-Fi deste século.

A qualidade do enredo deste filme é reforçada pelo elenco, composto por Martin Freeman (de “Chumbo Grosso” e da série “Sherlock”) como Arthur Dent, Mos Def (de “Rebobine, Por Favor” e “16 Quadras”) como Ford Prefect, Sam Rockwell (de “Cowboys & Aliens” e “Homem de Ferro 2”) como Zaphod Beeblebrox, Zooey Deschanel (de “Sim Senhor” e “Fim dos Tempos”) como Trillian, Warwick Davis (de “Harry Potter” e “As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian”) como “corpo de Marvin”, Bill Nighy (de “Fúria de Titãs 2” e “Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1”) como Slartibartfast, e John Malkovich (de “Transformers 3” e “RED”) como Humma Kavula, personagem inédito na série de livros. Além destes, o filme conta com as vozes de Alan Rickman (de “Harry Potter” e “Sweeney Todd”) dublando Marvin, Helen Mirren (de “RED” e “A Rainha”) dublando o Pensador Profundo, e Stephen Fry (de “Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras” e “V de Vingança”) dublando o Narrador do Guia.


Como mencionei, o filme não é uma transcrição, diferindo do livro em muitos pontos, como na dupla Ford e Zaphod (o primeiro sendo muito mais calmo que nos livros, e o segundo com respeito à segunda cabeça) e no desfecho da estória. Isso permite que quem tenha lido o livro se surpreenda assistindo o filme assim como o contrário, surpreendendo os fãs do filme ao lerem os livros. Assim fica a sugestão: se nunca teve contato com a série “O Mochileiro das Galáxias”, assista o filme. Se gostar do filme (o que é natural, para quem gosta de histórias mirabolantes), vai adorar os livros.

Fiquem atentos: em breve, novas resenhas da série “O Mochileiro das Galáxias”.

Lembro que esta resenha faz parte da Promoção Mochileiro das Galáxias. Comente e preencha o FORMULÁRIO, para participar.

P. M. Zancan

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