domingo, 13 de maio de 2012

Resenha Não leia essa Carta



SINOPSE: "Meu amigo Lorenzo morreu em meus braços". É assim que Não leia essa carta começa. Andrew, o melhor amigo de Lorenzo, é quem narra essa história, passada na pequena cidade de Brandon, Flórida, EUA. Andrew é filho de um ex-assassino em série, Charles Polaróide, que recebeu o apelido por matar mulheres que namoravam homens feios e crianças adotadas e, após os crimes, deixar sua fotografia no local. O pai de Andrew tem em casa uma moldura com uma de suas vítimas o que faz Andrew crescer traumatizado. Constantemente chamado de lerdo pelo pai, Andrew encontra abrigo na amizade de Lorenzo, um garoto da mesma idade que é adotado pelo vizinho e melhor amigo de seu pai, Senhor Louis. O tempo passa e a amizade dos dois se fortalece. Até que um dia os dois recebem uma carta com ameaças. A carta cita diretamente os crimes do pai de Andrew, e ameaçam Lorenzo por ser adotado. As ameaças continuam, e a pessoa que as envia começa a imitar Charles Polaróide, utilizando o mesmo modo para matar pessoas próximas a Andrew. Quem manda as cartas? Por que ele está imitando o pai de Andrew? Será que Charles Polaróide está de volta à ativa? Essas são as questões que Andrew tem de descobrir se quiser salvar sua própria vida. Só que o tempo é curto. Lorenzo morre em seus braços. Quem terá acabado com a amizade que superou todos os desafios que o tempo impôs aos dois? Um livro emocionante, que mostra o valor de uma amizade, questiona os preconceitos, e nos faz deparar com temas importantes como redenção, orgulho, ciúme, amizade e arrependimento, de uma forma tocante e inesquecível.

Recebi o PDF para fazer a leitura do livro antes da publicação e agora, ao concluir a leitura, gostaria de falar sobre essa obra.

Em “Não leia essa Carta” somos apresentados a uma trama bem diferente envolvendo um serial killer; sua compreensiva e apaixonada esposa; seu filho covarde; e o melhor amigo dele, que é um valentão.

Vamos ao que realmente interessa: essa é realmente uma história brilhante. Charles Polaróide é um serial killer, preconceituoso e ao mesmo tempo muito orgulhoso de ser o que é. Ele é um homem que acredita (pelo que entendi) em simetria, portanto se um homem é feio ele deve namorar alguém no mesmo nível, caso contrário Charles Polaróide o matará assim como a moça de mau gosto. Crianças adotadas que não são do sangue dos pais com eles não se parecerão, ficará assimétrico e por isso elas deveriam morrer. Entendem o meu ponto de vista? Na minha opinião, esse cara é um fanático por simetria e leva isso MUITO a sério.

Então ao fugir da cadeia e casar com sua amada esposa, uma mulher que acredita que o marido pode ser uma boa pessoa que o ama e tudo mais. Conheço MUITA mulher assim, até mesmo o “maníaco do parque” arrumou uma mulher que o ama e acredita que ele está curado. Bem a nossa sra polaróide engravida e presenteia nosso serial killer com algo que mudará sua vida, um filho, isso mesmo amor paterno pode mudar os velhos hábitos do nosso serial, mas algo precisa ficar e lembra-lo quem ele é.

Andrew é o nome da última vítima conhecida de Charles Polaróide e acaba sendo homenageado com seu nome no primeiro e único filho do assassino. Esse garoto deveria se exemplo e redenção, mas não é. Torna-se lindo, tudo bem, mas é um covarde, frouxo e sem nenhuma noção de como ser homem. Ele acaba conhecendo e fazendo amizade com Lorenzo, um garoto que é encrenca em pessoa, adotado por Louis, um homem que ajuda Charles sem saber de seu passado. Charles identifica no garoto algo familiar que faz com que ele se apegue ao garoto sem pais biológicos.

Eles crescem, e seguem amigos, até o dia em que acontecem dois fatos que mudam tudo: Andrew arruma uma namorada linda e acaba deixando Lorenzo de lado e o pai adotivo de Lorenzo é morto. A partir daí, ameaças horríveis acontecem e, durante mais ou menos 8 anos, deixam Andrew e Lorenzo de cabelo em pé, claro que não ininterruptamente, mas sempre espreitando e pessoas começam a morrer, ai a coisa fica séria e fatos apavorantes vão transformar a vida desse jovens.

O livro tem uma trama bem construída com poucas personagens o que nos faz desconfiar de todo mundo e, ao mesmo tempo, não ter certeza de nada. Eu gostei do livro, acho que com alguns ajustes será perfeito, pois nos desafia a descobrir para, no final, estar tudo na nossa cara. E também nos mostra que velhos hábitos nem sempre podem mudar por mais que a gente se esforce.

Para finalizar eu gostaria de fazer algumas críticas construtivas (não sou de detonar o trabalho dos outros e acho que como tive o privilégio de ler o livro antes de ele sair tenho como dever fazê-lo):

- Primeiro, norte americanos vivem de forma diferente da nossa, eles jogam outros jogos e tudo mais, ou o autor muda de nativo americano para brasileiro vivendo lá em comunidade brasileira ou fica fora de contexto a maioria das memórias infantis das personagens;
- Ray me deixou muito abismada. O cara tem de tudo descaradamente, porque se até um bobão, como Andrew, sabe dos negócios desse cara, como a Cia, o FBI, a Interpol, a policia norte americana comum e ONGs que cuidam de crianças não sabem dos negócios desse cara? Ray deve trabalhar só para pagar propina. Então acho que o autor deveria deixar mais claro como eles sabem de tudo o que o Ray faz e como ele esconde essa linha de negócios de todo mundo.


Li algumas resenhas falando do português. Duas coisas: primeira, eu não sou ninguém para falar do português de ninguém, até porque, como eu converti o pdf em txt e o txt em formato para meu Palm, muita coisa é simplificada e etc, aí ficam erros de pontuação acentuação e etc. E segundo, como a versão oficial vai passar por revisão e diagramação da editora (pelo menos é o que esperamos) é fora de contexto eu falar disso sem ver a versão final.

Bem, é isso espero ver esse livro nas prateleiras em breve.

Beijos
Susana


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