quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha de Crônicas de Leemyar por Susana

SINOPSE: Leemyar é uma daquelas cidades pela qual todos passam, mas ninguém lembra. Guerreiros, cobradores, aventureiros, sacerdotes, magos e mercenários de toda a espécie que lá chegam, raramente encontram motivos pra ficar. Mas se você souber procurar, Leemyar pode ter muito a oferecer, como ruínas assombradas, um objeto amaldiçoado e um inimigo que traz desafios muito além da morte. Num lugar por onde tantos passam e tão poucos ficam, um grupo de jovens com pouco em comum se une para um trabalho simples: a captura de um mago perigoso, inimigo da cidade. Talvez tenha sido o destino que uniu Vanna, Groulf, Romano e Dirk numa cidadezinha onde nada acontecia, ou talvez os deuses estivessem tramando alguma coisa... Sim, talvez tenha sido o destino, ou quem sabe os deuses que tenham unido essas pessoas... O mais provável, porém, considerando tudo o que aconteceu depois na cidade – e isso inclui os zumbis – é que os deuses e o destino estivessem distraídos, pois se tivessem prestado mais atenção, com certeza teriam impedido essas pessoas de se encontrarem...SKOOB


Uma aventura épica, ou uma viagem que deu errado.

Guerreiros corajosos em couraças, ou um bando de pés rapados sem muita opção.

Em “Crônicas de Leemyar - O Necromante”, redescobrimos a cidade pacata e abandonada, onde nada acontece, de Leemyar (sim, redescobrimos porque você, que é vivido como eu, deve ter acompanhado nas bancas a “não interessa quantos anos” os quadrinhos que foram poucos, mas ótimos números).

Vamos ao livro: nessa aventura, conhecemos as personagens Vanna, uma guerreira iniciante, impetuosa, corajosa e sortuda que usa uma armadura inusitada, uma espada velha e é uma sentimental (imaginem a Eddie com constituição física de Xena, essa é Vanna Domaindragon). Pelo destino, ou azar, a Elfa Groulf é orgulhosa de não ser humana e, apesar de achar a amiga fútil, se diverte com ela, certamente.

Obviamente que, não sendo machista, mas suas duas mocinhas não iam viver as aventuras sozinhas. Elas acabam, por um desastre do destino, “esbarrando” sobre Romano, um guerreiro corajoso, valente e todas essas coisas mais; seu parceiro, o Dirk, que é um sacerdote bonito e o melhor tipo (o cara que não tem noção de seu efeito); por falta de opção, eles se unem e (por mais falta de opção ainda) acabam com a ajuda de Peter Paul (um mascate que decide ajudar o pessoal depois de ganhar uma espada velha e dar uma banda por Titânia); Hicht se une ao grupo por uma imensa vontade de tomar uma bebida com Vanna; Isabelle que acaba se unindo sem querer e leva o “premio”.

A missão seria bem “nobre”: saquear o castelo de um bruxo maligno que desapareceu. Muitas situações inusitadas vão acontecer até que eles encontrarem o que procuram, e o que não faziam questão de saber que existia; e ai é que os amigos reais se revelam.

A narrativa de Eddie é sempre muito vibrante e bem escrita, com humor e naturalidade, marcas registradas da escritora; uma narrativa que flui e que você não vai largar antes do final (com ilustrações belíssimas feitas pela Carol Mylius). Eddie criou uma gama de personagens tão interessante que um deles decidiu migrar a Titânia — também e é muito interessante ler a mesma personagem sendo escrita por outro escritor.

Portanto venha para Leemyar e descubra como uma cidade sem graça, de onde todos fogem, pode se revelar um poço de mistérios e aventuras; venhas torcer por Vanna, Groulf, Romano e Dirk. Essa aventura promete emoção sem limites e muitas trapalhadas, maldades, amor aos animais, bebida abundante e brigas ocasionais.

PS: Nenhum leitor saiu ferido dessa aventura, já a autora, não sei dizer.



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