sexta-feira, 27 de abril de 2012

Resenha de O Falcão Maltês

editora Novo Conceito está lançando um novo livro policial: O Espião. Lendo este novo livro, me lembrei de outra obra: O Falcão Maltês.



Sinopse:
No romance policial mais famoso do século XX - e um dos mais bem escritos de todos os tempos -, a sagacidade e a crueza do detetive Sam Spade se confrontam com aventureiros que vão do Oriente até San Francisco no encalço de uma relíquia medieval de valor incalculável: a estatueta de um falcão. Skoob

Escrito originalmente em 1930, é uma das maiores referências da literatura policial. Com uma linguagem direta e descrições precisas, a estória é narrada de forma envolvente.

“O Falcão Maltês” começa com Sam Spade, o personagem central, recebendo em seu escritório uma certa senhorita Wonderly em busca de ajuda. Ela pede que alguém siga um certo Floyd Thurby, com quem sua irmã de 17 anos teria fugido e se mantido sem contato. Miles Archer, sócio de Spade, se incumbe da tarefa, com um destino trágico. A morte de Archer, na mesma noite, leva Spade a um novo rumo à investigação onde pouco do que dissera Wonderly (se era realmente este o seu nome) poderia ser verdade.

A reação em cadeia conduz Spade a uma busca por um artefato inestimável, o “Falcão Maltês”, e aos que o buscam, não importando o que estiver em seu caminho. Contudo, fica clara a frieza do detetive, que entra neste jogo pelo dinheiro e para encontrar o responsável pela morte do finado sócio, ignorando quaisquer sentimentos que mulheres possam nutrir por ele, se ficarem em seu caminho.

Ninguém, nesta estória, é perfeito, nem mesmo Sam. Os personagens que cruzam com Spade são muito bem descritos, chegando, em alguns momentos, a beirar a “caricatura”, em razão do destaque às suas características mais marcantes.

Ao final da trama há um desfecho surpreendente e o caso se conclui, mas não da forma como muitos gostariam.

Este é um livro altamente recomendado, não só por ser um clássico, mas também porque serviu de inspiração de várias outras obras policiais tanto do cinema quanto na literatura.

O Filme de 1941



Dentre todas as adaptações desta emblemática obra, a mais lembrada foi “The Maltese Falcon” (“O Falcão Maltês” ou “A Relíquia Macabra”, dependendo da tradução) de 1941. Este filme, que segue fielmente a estória do livro, é considerado um dos pioneiros no estilo “noir”. Dirigido por John Huston (de “O Homem Que Queria Ser Rei”, de 1975, e “Freud - Além da Alma”, de 1962), conta com a excelente atuação de Humphrey Bogart (de “Casablanca”, de 1942, e “Sabrina”, de 1954), como Sam Spade.



O Autor


Dashiell Hammett nasceu no condado de St. Mary, Maryland, em 27 de maio de 1894. Cresceu na Filadélfia e Baltimore. Abandonou a escola com quatorze anos e passou a trabalhar como mensageiro, entregador de jornal, escriturário, apontador de mão-de-obra e estivador, entre outros empregos. Aos 20 anos, foi trabalhar na Agência Pinkerton de detetives. Em 1918, alistou-se no Corpo de Ambulâncias do Exército. Depois da guerra, com tuberculose, vagou de sanatório em sanatório e voltou à agência Pinkerton, demitindo-se em seguida para se dedicar à literatura. Bebia muito. Suas histórias começaram a ser publicadas em revistas baratas e populares como Black Mask e Smart Set. Imediatamente suas histórias chamaram a atenção do público e da crítica, e ele foi reconhecido como um grande escritor, responsável por uma renovação no gênero policial. Skoob

P. M. Zancan

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