segunda-feira, 9 de abril de 2012

Resenha de Praticamente Inofensiva



Quinto volume da série “O Mochileiro das Galáxias”


Sinopse:
Os anos mais conturbados como um viajante solitário já haviam passado. Arthur Dent se resignara à nova condição e se acostumara à vida pacata e relativamente feliz como Fazedor de Sanduíches em Lamuella. Conquistara até um certo prestígio junto aos habitantes locais e fazia disso um bom argumento para continuar por lá.

Ao mesmo tempo, Ford Prefect via-se num conflito profissional ocasionado pela repentina venda do Guia do Mochileiro das Galáxias para outra editora. Sem compreender o funcionamento do novo Guia – que passara a se "comportar" de forma estranha – e não gostando nem um pouco de seu novo cargo como crítico de restaurantes, Ford se mete em alucinantes roubadas para não sair prejudicado (e para obter algum lucro, é claro).

(...)

Espalhados pelos mais insondáveis cantos da Galáxia, Arthur e seus companheiros iam tocando suas vidas da melhor forma que podiam, mas tudo se complica novamente quando eles se reencontram. Tentando manter a sanidade e salvar a si mesmos, eles acabam assistindo juntos ao inevitável destino da Terra. Com reviravoltas surpreendentes, Praticamente Inofensiva traz aguardadas respostas, lança novas perguntas e, acima de tudo, faz o leitor lamentar o fim da saga de Dent e seus companheiros.

Com um novo olhar sobre seu próprio trabalho, Douglas Adams amadureceu os personagens e a habilidade de criar situações cômicas para criticar a sociedade. Ele se aproveita da trama para discutir as relações de trabalho, as políticas corporativas, as questões éticas da modernidade e as novidades tecnológicas. Mas ainda consegue superar sua capacidade de nos fazer rir de nossas próprias atitudes.

Usando e abusando da mesma imaginação ilimitada que demonstra nos livros anteriores, Adams apresenta em Praticamente Inofensiva uma Mistureba Generalizada de Todas as Coisas que fizeram da coleção um grande sucesso ao redor da Borda Ocidental desta Galáxia. Skoob

Foram necessários 10 anos para que Douglas Adams lança-se o quinto livro da série “O Mochileiro das Galáxias”. Esses anos se refletem no modo como a estória é narrada: muito precisa e criativa. Seja no modo que o computador de uma nave lida com um problema desconhecido aos seus sensores, na descrição de mundos paralelos ou no uso sistemático da palavra “inefável”, após descobrir do que se trata.

O livro inicia retomando um assunto abordado em um dos diversos comentários da série: o problema decorrente das naves incapazes de viajar mais rápido que a luz. É um assunto pertinente para a estória por ajudar a tratar de uma nave em especial que, até o final do livro, será de grande importância para a estória.

Outro assunto interessante, os “mundos paralelos”, está na parte correspondente a Tricia Mcmillan. Ela é uma versão do que seria Trillian se tivesse perdido a oportunidade de viajar com Zaphod Beeblebrox e se a terra nunca tivesse sido destruída. Até certo ponto do livro, fica a impressão de que os capítulos dela são uma estória a parte com pouca importância para o resto da trama, mas, como Adams não escreve nada sem objetivo, essa parte da estória é indispensável para entender o desfecho do livro.

Para garantir que este livro seja uma seqüência de “Até Mais, e Obrigado pelos Peixes!”, é retomado o casal apaixonado do referido livro. Assim, Arthur e Fenchurch continuam a viajar pelo universo como mochileiros, até perceberem uma particularidade de serem nativos da Terra, um planeta de uma região plural do universo. As conseqüências dessa descoberta guiam Arthur em viagens por mundos errados no lugar certo. Por fim, ele se estabelece em Lamuella, como um profissional “especializado” com uma vida pacata. Entretanto, Trillian (e não Tricia) aparece para cobrar de Arthur que assuma a responsabilidade de seus atos, enquanto ela se esquiva da dela.

A linha que une a estória acaba sendo Ford Prefect. Após voltar para a sede do Guia, descobre que este trocou de dono e, estando sob nova direção, o betelgeusiano é designado como um mero crítico de restaurantes. Descontente, Ford se rebela descobrindo algo muito mais chocante: a versão 2 do Guia.

Este é um dos mais empolgantes livros da série, mas não é tão otimista quanto ao destino de Arthur como nos dois anteriores. Ao final (a menos que algo muito improvável viesse a acontecer), fica a impressão que a série foi concluída definitivamente. Isso foi reforçado após a morte de Douglas Adams em 2001.

Entretanto a improbabilidade é uma das peças principais desta série e, com o trabalho criativo de Eoin Colfer, foi lançado recentemente “E Tem Outra Coisa...”, o sexto livro da série, cuja resenha será publicada neste blog em breve.

Lembro que esta resenha faz parte da Promoção Mochileiro das Galáxias. Comente e preencha o FORMULÁRIO, para participar.

P. M. Zancan

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