segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Resenha de Eragon

Primeira parte de A Herança


Sinopse:
Eragon é o romance de estréia de Christopher Paolini, uma história repleta de ação, perigosos vilões e locais fantásticos. Com dragões e elfos, cavaleiros, lutas de espadas, inesperadas revelações e, claro, uma linda donzela que é muito bem capaz de cuidar de si própria. O protagonista, de quinze anos, é um pacato rapaz do campo, que ao encontrar na floresta uma pedra azul polida, se vê da noite para o dia no meio de uma disputa pelo poder do Império, na qual ele é peça principal. Skoob

Este é um livro empolgante. Dês do prólogo, que narra a emboscada de Urgals (seres parecidos com orcs) a um trio de elfos, até a emocionante batalha final. Como muitos livros de fantasia, lembra “O Senhor dos Anéis”, porém muito mais ágil, refletindo o imediatismo adolescentes do autor (tinha 16 anos, quando publicado). Contudo, o esqueleto a trama não veio da Terra Média, mas de “galáxia muito, muito distante”.

Após o prólogo, a única parte em que Eragon não está presente, o livro inicia com o protagonista caçando na perigosa cordilheira da Espinha, quando é surpreendido por um evento mágico que lhe revela uma estranha pedra azul. Tendo perdido sua presa, tenta negociar, em vão, o incomum artefato. O inverno rigoroso se aproximava e precisava ajudar a estocar mantimentos para a fazenda onde vivia com seu tio e seu primo, Roran. Devido a essa limitação de recursos, Roran, o amigo mais próximo de Eragon, aceita o trabalho de aprendiz na ferraria da cidade vizinha, para a tristeza do protagonista.

Com o passar do tempo, a misteriosa pedra, que não pôde ser negociada, eclode revelando um pequeno dragão, que revelará uma amizade muito mais íntima do que Eragon poderia imaginar. As conseqüências da entrada deste dragão na vida do jovem o levarão a conhecer horrores impensáveis, povos fantásticos e a participar de aventuras inimagináveis.

Nas páginas que seguem, a estória narra a jornada de Eragon em busca de justiça através dos quatro cantos da Alagaësia. Nesta jornada, ele aprende a ler, lutar, utilizar magia, além de (claro) montar seu dragão. Ele conhece aliados valiosos, mas também inimigos poderosos, como o inescrupuloso espectro Durza, os violentos Urgals e os demoníacos Ra’zacs. 

Os fãs de Sci-Fi terão a impressão de “déjà vu”, o que é natural. A influência de Guerra nas Estrelas (especialmente o Episódio IV — Uma nova Esperança) reflete-se no protagonista, jovem camponês órfão que cresceu aos cuidados do tio em uma cidade periférica do império; na ordem dos Cavaleiros de Dragão, defensores da Alagaësia com sua magia e suas espadas com lâminas “multicoloridas” (similar aos “sabres de luz”); do imperador, renegado daquela ordem que tomou o poder com o domínio de magia negra (como o “lado negro da Força”); em Brom, o contador de histórias que secretamente detinha o conhecimento necessário para instruir o jovem cavaleiro (como Obi-Wan Kenobi);...

Ao fim do último parágrafo, há uma indicação bem clara da sequência. Devido aos eventos finais do livro, fica a vontade de partir imediatamente para Eldest, a segunda parte de “A Herança”.

O Filme


Em 2006 foi lançado um filme inspirado no livro. Muitos filmes ficam aquém dos respectivos livros, e Eragon não é exceção. Não se trata da omissão de determinados trechos do livro, o que é natural em um livro extenso (como a ausência de Tom Bombadil em O Senhor dos Anéis), mas da alteração de personagens: Os Urgals, seres grandes de pele cinza e chifres, foram retratados como humanos bárbaros; o dragão que, diferente do livro, passa a deter todo o conhecimento ancestral de sua espécie; e a personagem Ângela, de certa importância para a saga, cuja participação no filme foi reduzida a uma cena com nenhuma utilidade para o filme (mais digno seria ter ficado restrita ao livro, como Jeod e a cidade de Teirm).

Apesar disso, o filme não é de todo ruim. Isoladamente, é uma ótima aventura de fantasia. No elenco encontram-se bons atores como Jeremy Irons (de “Cruzada” e da série “Os Bórgias”), no papel do experiente Brom; John Malkovich (de “RED” e “Transformers 3”), como o imperador Galbatorix; e Rachel Weisz (de “A Casa dos Sonhos” e “O Retorno da Múmia”), que dá a voz a Saphira. Contudo, a parte mais fiel ao livro é o personagem Durza, interpretado por Robert Carlyle (de “Extermínio 2” e da série “Stargate Universe”), seja na caracterização como na personalidade do espectro.


Este filme é um bom incentivo para ler a estória na íntegra. Se gostar do filme, vai adorar o livro. Entretanto, se resolver ler antes de assistir, é bom se preparar para não ficar desapontado.

P. M. Zancan

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