segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Resenha de “O amor mora ao lado” por Susana



Lacey Lancaster sempre quis ser esposa e mãe. No entanto, depois de um divórcio bastante doloroso, ela decide que é hora de dar um tempo em seus sonhos e seguir sozinha mesmo. Mas não tão sozinha: sua gatinha abissínia, Cléo, torna-se sua companhia de todas as horas. Até é uma vida boa — um pouco aguada, é verdade — a de Lacey. A não ser por seu escandaloso vizinho, Jack Walker. Quando Jack não está discutindo, sempre em voz muito alta, com sua namorada — com quem insiste em morar junto — está perseguindo seu gato, chamado Cão, pelos corredores do prédio. E Cão está determinado a conseguir que a gatinha Cléo sucumba aos seus avanços felinos. Jack e Cão são realmente muito irritantes. Mas acontece que a primeira impressão nem sempre é a que fica...Skoob


Nesse livro nos deparamos com uma mulher como muitas outras: recém divorciada, destruída por uma relação que lhe trouxe dor e sofrimento. Ela decide ir morar sozinha em um apartamento bem longe de onde vivia antes e compra uma Gata para companhia, Cleo.

Ao lado de seu apartamento, mora um homem em um relacionamento conturbado, cheio de brigas intensas, gritarias e outras cosias, que fazem com que nossa mocinha não consiga nem falar ao telefone. Ele tem um gato chamado Cão que é um vira-lata cheio de personalidade.

Cleo está no cio e Lacey, sua dona, decide arrumar um macho de raça para cruzar a mocinha e ter filhotinhos puros, mas ao ser interrompida e impedida de marcar a cruza com uma dona de gatil indicada pelo pet shop, Lacey fica furiosa e decide dar um basta nesse clima de inferno que ela vive, sendo vizinha desses brigões. Ela sai e comete um erro: nunca, mas nunca mesmo deixe a porta aberta se você tiver uma gata, e JAMAIS deixe a porta aberta se você tiver uma fêmea no cio. Ao retornar de sua reclamação com o vizinho, Jack, ela encontra algo inusitado: um gato vira-lata cobrindo sua gatinha de raça pura. A pretensão de uma cruza de raça bem sucedida sai pela porta com a mesma calma que entrou e nossa querida Cleo segue seu caminho, depois de um sexo casual, como se não fosse com ela.

Lacey decide tomar as dores da recém gravida gatinha ex-virgem e vai até seu vizinho confronta-lo, exigir que ele assuma as responsabilidades por seu gato “Don Juan”. Essa era a chance que nosso querido Jack precisava para se aproximar da “arrisca” vizinha que se recusa a aceitar os convites dele. Essa era a chance.

Todo o livro está cercando a relação de autoconhecimento e o renascimento da auto-estima de Lacey, de como sua gata, Cleo, a ajuda sendo uma ouvinte. Como o carinho pode transformar e como um amor pode mudar a vida das pessoas. Unidos pelos cuidados da felina prenha, Jack e Lacey conseguem vencer barreiras e transformar uma relação de simples compartilhamento de corredor para uma amizade.

Nessas todas Lacey ganha uma nova amiga, Sarah. A brigona, sonhadora e fofa Sarah é o motivo inicial do contato entre em Lacey e Jack, já que seus gritos nas discussões podem ser ouvidos de longe, mas com o tempo, Lacey se enxerga em Sarah e elas desenvolvem uma linda amizade.

A Narrativa do livro é muito fofa, o livro tem uma diagramação confortável de ler e detalhes muito lindos de gatinhos pelo livro. Eu queria mais umas páginas na história, o que mostra que ela deixa aquele gostinho de “quero mais” na leitura. Torcer por Lacey é uma coisa natural e ficar acompanhando as atividades de Cleo é divertido. Os gatinhos realmente colocam uma vida nos livros e ai fica a dica: gatinhos são ótimos companheiros para mocinhas em apuros nos livros, usem-os!

Li o livro super rápido, pois me senti envolvida com o realismo da forma como Lacey está em um momento de dor e sofrimento, e como ela se acovarda para fazer coisas simples e se infla para fazer justiça pelos outros, a mesma justiça que ela não é capaz de fazer por si mesma. Então eu recomendo ler essa obra da Debbie, que é autora da “Pousada Harbor” também, e esperar mais obras dela pela editora Novo Conceito.



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