quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Resenha Quando uma garota entra em um bar por Susana

Então você se arrumou toda para uma noite de amigas, daquelas onde só as mulheres participam, mas suas amigas mudaram de planos sem avisar e, agora, você está sozinha em um bar superbacana, arrumada e perfumada, e sem saber bem para onde ir... O que você faz? Aproveita que já está por ali, pede uma tequila e dá uma boa olhada no yuppie que está na mesa ao lado? Ou pede uma cerveja e vai pra perto do palco arrebatar o baterista? Pode ser que você prefira uma paquera com o rapaz de botas de bico fino e músculos trabalhados que está encostado à parede. Ou, quem sabe, tomar um café com o bombeiro que está cuidando da segurança dos clientes e que, neste instante, está verificando o funcionamento do extintor... E isso tudo só pra começar! A escolha é sua — e você tem um mundo de possibilidades nesta noite que parecia começar mal! Só não espere que esta experiência seja como outra qualquer, porque esta noite ficará definitivamente marcada em sua memória de erotismo e paixão. Divirta-se com esta definitiva experiência sensual onde você, e só você, terá o controle de seu próprio prazer! SKOOB

Já sei, já sei; vocês estão pensando "mais um erótico"; e é mais ou menos assim, o livro sim é erótico, mas não é "mais um" como tanto outros que enchem nossas livrarias. Vocês se lembram daqueles livrinhos de aventura do inicio dos anos noventa com aventuras solo onde nós decidíamos o que fazer e ai pulávamos as páginas, ou retornávamos, e descobríamos que tínhamos acabado de abrir a porta do monstro e ele nos comia,... e ai voltamos ao inicio e começávamos de novo? Esse livrinhos eram RPG de aventura solo; e esse livro é um RPG erótico de aventura solo. SIM, eu juro que é.

Todo o dilema começa quando estamos nos arrumando para uma noite das garotas com nossas amigas: iremos encontra-las no bar. Tomamos um bom banho, a roupa está  impecavelmente pronta, só falta um detalhe: a calcinha. Nós vamos a um bar, beber jogar papo fora, essas coisas, só mulheres, então porque não ir com aquela calcinha da vovó bem confortável? Uma noite das moças, mas em um bar tudo pode rolar, quem sabe não decidiremos cada uma pegar um gato e ir tirar o  atraso; ou quem sabe eu faça isso, ai aquele fio dental rendado vai fazer sucesso que a tempos não faz. Tá, mas caso eu esteja apostando demais nessa noite massante com mocinhas solteiras e na verdade elas apenas queiram me mostrar como estão magras e lindas enquanto eu conservo minha barriguinha postural e os quilinhos ganhos; sim a calcinha redutora não é sexy, não é fácil de tirar, mas vai me fazer parecer 2 números mais magra. Bem, ainda temos uma outra opção: ao me olhar no espelho vejo que qualquer uma das calcinhas marcam meu vestido justo, então, definitivamente, qual é o problema de ir sem nenhuma delas? Claro que a escolha é sua, e para cada decisão haverá uma consequência que talvez você não esteja disposta a pagar, ou quem sabe esteja louca para provar.

Obviamente que eu inventei essa situação ai acima, baseada no livro. Vocês vão encontra-la, mas a contei da minha maneira. E de uma forma que vocês sintam mais ou menos o clima da narrativa, e sem fazer citações porque nesses livros uma citação pode atrapalhar a leitura futura e o grande divertimento do livro, que é ir jogando e vendo no que dá. Como sou uma mocinha muito chata terminei minha narrativa em 30 min, pois agi como eu agiria normalmente e essa é a mensagem das nossas queridas autoras: quem sabe você não toma uma decisão "certa" e perde toda a diversão?

"Quando uma garota entra em um bar" é divertido, envolvente, desbravador e, obviamente, só poderia ter vindo da mente de três magnificas amigas que, em comum, só tem o dom de escrever, mas que são bem diferentes em suas carreiras. Não conseguimos sentir a mudança de narrativa, o que seria normal em livros escritos por várias mãos, e esse é o ponto incrível desse livro.

Recomendo que se deliciem com esse livro de fácil leitura (e difíceis decisões) e leia uma, duas ou mais vezes; cada leitura é diferente da anterior e, em cada leitura, o livro tem outra história que começa e termina da mesma forma, mas que pode ser mais emocionante, ou menos (como foi minha primeira leitura). Espero que elas nos brindem com mais histórias desse gênero, pois unir um jogo que muitos jogavam na infância ou adolescência com um tema adulto é bem bacana e, nessa semana da criança, nós (mocinhas maiores de idade no RG, mas de alma de meninas moças) merecemos ganhar esse brinquedinho.
Sobre as autoras:


Helena S. Paige é o pseudônimo de três amigas. Paige Nick é uma premiada redatora publicitária e romancista. Mantém uma coluna no “The Sunday Times” da África do Sul, na qual debate namoro, sexo e todas as loucuras de que somos capazes.

Helen Moffett é o tipo “faz-tudo” escritora freelancer, poeta, editora e professora que já lecionou em lugares tão distantes quanto Trinidad e o Alasca. Sarah Lotz é romancista e roteirista com uma queda por pseudônimos. Escreve ficção para jovens adultos e histórias de terror.
Juntas elas são Helena S. Paige, a autora deste emocionante, divertido e sensual livro do tipo “escolha seu destino”em que você, certamente, terá seu final feliz. 
Retirado do site da Novo Conceito

Booktrailer




Layout exclusivo do blog - Noites Malditas | Feito por: Alice Grunewald | Tecnologia do Blogger | Cópia total ou parcial é proíbida ©